Preservando a Memoria da Força Expedicionaria Brasileira

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quarta-feira, 26 de junho de 2013

MUSEU MILITAR CAPITÃO PITALUGA - VALENÇA - RJ

MUSEU MILITAR CAPITÃO PITALUGA - VALENÇA - RJ

No dia de hoje, tivemos a oportunidade de visitar mais um dos museus da FEB. Ddesta vez foi o museu Capitão Pitaluga, situado na cidade de Valença, a 152 Km da cidade do Rio de Janeiro.
Trata-se de um museu vocacionado para o Esquadrão de Reconhecimento da FEB, o único representante da cavalaria brasileira nos campos da Eeuropa, representado na figura de seu comandante, o então Capitão Pitaluga.
O Tenente de Cavalaria Plínio Pitaluga partiu, em 1944, para os campos de batalha do 1º Esquadrão de Reconhecimento da Força Expedicionária Brasileira. Lá foi promovido a capitão e assumiu o comando deste Esquadrão que, como seu nome indicava, era uma Unidade de Reconhecimento destinada a reconhecer o terreno a frente, informar quanto ao inimigo e proteger o restante da FEB.
Foto da fachada do museu
Um dos três M-8, sendo que este já é o modelo modificado no pós-guerra (torre)
Flâmula original, utilizada na Itália
Maquete muito bem detalhada de Montese
Farda doada pela família do General Pitaluga. Notar a camisa de gabardine, feita na Itália, a pedido do General. Esta camisa não estava nos regulamentos de uniformes da FEB, mas seu uso era indiretamente autorizado.
Medalhas recebidas pelo General Pitaluga, entre elas a Cruz de Combate de Primeira classe, a Bronze Star e a Ccruz de Guerra francesa.
Parte do acervo de saúde da FEB. Nota-se que o acervo do Batalhão de Saúde é o mais completo sobre a FEB, na opinião do autor. O equipamento dentário ainda funciona......

O acervo da Cap enfermeira Bertha também se encontra no museu.
Acervo do Tenente Amaro, o qual deu a designação histórica ao Esquadrão.
O acervo conta, também, com inúmeros armamentos, inclusive alemães. A MG alemã é a mostrada na foto de época.

Um monumento erigido em homenagem aos quatro militares do Esquadrão, mortos em combate:
2 Tenente Amaro Felicíssimo da Silveira
2 Sargento Pedro Krinski
Cabo Benedito Alves
Soldado Bernardino da Silva
O museu foi inaugurado em 13 de novembro de 2002 e possui um diversificado acervo da FEB, inclusive quatro veículos blindados M8, sendo que um ainda funciona, bem como dois Halftracks, e um ainda em funcionamento.
Horários de funcionamento: seg a qui, de 8 às 11h e de 13 às 16h
sex, das 8 às 11h
sáb, dom e feriados, mediante agendamento. Contato (24) 2453-7363 ramal 26
Gostaríamos de agradecer ao Maj Ruiz, antigo Comandante do Esquadrão e ao ST Carre, pela oportunidade e pela acolhida

NOVO LIVRO DA FEB

NOVO LIVRO DA FEB VINDO POR AI: COMANDEI UM PELOTÃO DE FUZILEIROS

O autor do livro, Eros José Sanches é militar do Exército Brasileiro e interessado por história militar. Em breve lançará um livro entitulado: "Comandei um Pelotão de Fuzileiros: Reminiscências de um Comandante de Pelotão na Campanha da Itália", resultado de uma entrevista realizada no período de 2000 a 2001, com o Tenente-Coronel R1 Tulio Carvalho Campello de Souza, de Pindamonhangaba (SP), veterano do 6º RI (2º Pelotão, 8ª Companhia, III Batalhão), falecido em julho de 2008.

Embora focado principalmente na vivência do entrevistado, sua experiência particular envolve, naturalmente, a história gloriosa da FEB dentro da ótica da fração "Pelotão", trazendo revelações psicológicas interessantes sobre os sentimentos de ansiedade ante o perigo e a perda de alguns de seus homens.

Tendo sido ferido (amputação traumática da perna esquerda por mina) em 4 de março de 1945, no ataque a Castelnuovo-Soprassasso, e mais tarde evacuado para os EUA, sua narrativa apresenta aspectos interessantíssimos de sua vida e recuperação na nação aliada, no longo período de abril de 1945 a agosto de 1946.

O livro apresenta o seguinte sumário:

Introdução
Considerações Metodológicas
Perfil do Entrevistado
Principais siglas usadas
Cronologia
Prólogo
Capítulo I A Preparação
Capítulo II O Embarque, A Viagem
Capítulo III A Chegada
Capítulo IV A Guerra
Capítulo V O Homem em Campanha
Capítulo VI A Mina
Capítulo VII A Vida nos Hospitais
Capítulo VIII Testemunha da História
Capítulo IX Irmãos em Armas
Capítulo X A Logística, A Administração
Apêndice
Notas

Os capítulos são apresentados através de perguntas e respostas. No total, são 67 perguntas feitas ao entrevistado (uma condensação das 80 questões elaboradas originalmente) com respostas transcritas, antes de tudo, com a preocupação de preservar o estilo e a personalidade do veterano do 6º RI.
Para situar o possível leitor, além de uma cronologia de abertura, o texto é subsidiado por mais de 60 notas explicativas com base na literatura da FEB.

O lay-out da capa já está pronto, e também as 13 pranchas com 25 fotos enviadas pelo entrevistado. O livro apresenta 123 páginas escritas.
Parabéns ao nosso amigo Eros pela conquista.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

José Gonçalves de Alvarenga – Regimento Sampaio

Nasceu em Itaocara, Estado do Rio de Janeiro em 7 de fevereiro de 1922. Participou dos esforços de guerra, e era da Artilharia do Regimento Sampaio. Participou da tomada de MONTE CASTELO e MONTESE. Ele contava muitas histórias da guerra, e se emocionava muito. A história que ficou gravada para a família foi essa:

Ele e alguns amigos andando em uma estrada da Itália, após o fim da guerra. Apesar do conflito ter cessado, o pós-guerra foi terrivel naquele país diretamente pela campanha nazista. No decorrer da caminhada ele sentiu vontade de urinar, parou e os amigos prosseguiram.

”De repente ele ouviu um estrondo muito forte e viu uma nuvem vermelha. Veio acordar 6 horas depois em uma enfermaria de combate. Lá ficou sabendo que seus amigos haviam pisado numa mina anti-tanque e morreram instantaneamente. A nuvem vermelha que viu eram os pedaços dos seus amigos”.

Ele se chocava todas as vezes que contava essa história.


basilica-de-sao-pedro-em-roma

ck Is a Rare Thing at Monte Castello




FICHA TÉCNICA:

Dirigido e Escrito por Graham Osborne
País de Origem – Reino Unido e França
Gênero – Curta / História / Guerra
Enredo – Uma História comovente baseado em uma carta escrita por um soldado brasileiro que foi enviado para a Itália durante a Segunda Guerra Mundial.

Elenco:
Alejandro Cajás – Médico
Mark Prahl – Soldado
Diego Rocha – Narrador
Chris Thomas – Padioleiro 1
Don Wadley – Padioleiro 2
Tobias Roodt – Motorista de Ambulância

Produção:
Karla Guimarães
Graham Osborne

Música:
Leon Butler

Fotografia:
Jordan Cushing

Edição de filme:
Karla Guimarães

Maquiagem:
Natalie Cliente

Efeitos Sonoros:
Byron Bullock

Efeitos Visuais:
George Deaney

Câmara e Departamento de Elétrica:
Steven Grant
Mohammad Homouda
Tom Turley

Produtora:

Slider Films.

VEJA ALGUNS ARTIGOS

Cartas do Front – João Batista Moreira (Cb. Moreira)

Cb. João Batista MoreiraTrecho da época:

O expedicionário João Batista Moreira, filho do Sr. Leontino Moreira e de D. Maria do Carmo Moreira, conta atualmente 22 anos de idade, tendo sido convocado em 1943, ocupando na FEB o posto de cabo. Residia nesta capital, à rua Cambuquira, 584, sendo funcionário da Casa Maior. Do front italiano, o jovem combatente mineiro já dirigiu várias cartas a pessoas de sua família. A que abaixo transcrevemos foi endereçada ao seu progenitor. Está assim redigida:

“Caríssimo pai. Peço a sua benção. Que, ao receber esta, o senhor esteja em perfeito gozo de saúde, como todos aí de casa, é o que desejo, sinceramente. Eu, graças a Deus, como sempre, estou com muita saúde e cheio de disposição para enfrentar a situação presente. Aqui, tudo vai bem. A única coisa com que não me acostumo é viver longe da casa paterna; mas, tenho fé em Deus, será breve o nosso regresso, levando a vitória para o nosso Brasil.

Pai, como filho, peço que, se por acaso receber a notícia de que eu morri, e se o Brasil tiver de mandar mais tropas, que o senhor mande mais um de seus filhos, para esmagar o inimigo de nossa terra, aqui, na Europa. Temos de vencer definitivamente os nazistas, a fim de evitar para sempre que eles cometam novos atentados contra as outras nações.

O Sr. não pode calcular o que é um país invadido! Eu tenho visto as conseqüências dessa triste realidade. É preferível, mil vezes, morrermos todos, a permitir que o inimigo pise em território brasileiro. Não se preocupe comigo, pois saberei defender-me. Sem mais, envio um forte abraço para o meu querido pai e outros tantos aí de casa.

Do filho e amigo,

(a) João Batista Moreira.

P.S. O Gastão e o Chiquito estão bons e enviam lembranças. Não estou precisando de nada”.